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domingo, 27 de julho de 2014

E de novo o voto ou bala!


Esse texto foi inspirado em um discurso proferido por Malcom X, em 1964, em que ele defendia o nacionalismo negro em um encontro, em seu discurso de Malcom X aponta diversos motivos por que os negros do Estados Unidos precisam definir sua políticas, sua economia e afirmar sua cultura, porque o extermínio negro não iria parar até que o próprio povo negro se levantasse brandido por liberdade.

"Cantar não adianta, não é momento para cantar é o momento para brandir!"

Malcom X chama atenção para as diferenças dentro do movimento negro, das particularidades vigentes por conta de religião, visão políticas e culturais, mas ela chama atenção que é necessário que essas diferenças permaneçam desde que possam garantir uma união de todos os negros.
Ser negro nesse sentido se torna aquilo que colocar todos nós em um mesmo patamar, não importa nossa posição social ou diferenças religiosas e culturais, ser negro não é fácil dentro dessa estrutura política estabelecida pelo homem branco,.

Não acredito em Nacionalismo, esse tipo de organização construída pelo europeu branco que inventa uma realidade que não existe, eu acredito nas minhas irmãs e irmãos negros, nos meus ancestrais negros que foram arrastados de suas casa e escravizados, acredito no sangue ancestral indígena que corre pelas minhas veias que foi massacrado por esse espírito nacionalista e ainda o é

Nossa luta não é por uma independência, mas pela autodeterminação, nesse sentido não se pode pensar em romper um Estado tendo em vista outro Estado, isso apenas perpetuaria a própria opressão existente e desigualdades estabelecidas pelo processo de particionamento. Não desejo ser em parte, quero pode ser em todo!

Para tanto se faz necessário compreender que autodeterminação significa muito mais que independência, significa assumir as rédeas do seu destino sem a intromissão de outros, não individualmente, mas coletivamente, mantendo a possibilidade do dialogo e do combate aberto.


O diálogo nessa estrutura é apenas outro mecanismo de combate, enquanto essa estruturas vigente estiver estabelecida nos corações das pessoas, estaremos fadados a uma competição cíclica que só se rompe com as crises da própria estrutura. Não queremos mais que isso, não queremos que decidir mais entre a bala ou o voto, queremos poder ser em todo.

O que significa ser em todo, significa estar-se em equilíbrio entre a coletividade e a individualidade possível, mas nesse discurso Malcom X, nos indica que ou o povo negro começa a votar em seus representantes ou teremos que utilizar as armas para enfrentar o inimigo.

Em nosso caso ainda pior, estamos cercados por um Estado que coptou e aprisionou certa parcela dos movimentos sociais em sua estrutura, docilizando através da burocracia movimentos outras potencialmente revolucionários, a bala já foi disparada contra todxs nós, nosso voto não vale nada, essa democracia representativa não nos apresenta resposta.
“Nós precisamos de um programa de ajuda, um programa... uma filosofia faça você mesmo, uma filosofia do faça agora mesmo, uma filosofia já está muito tarde. É disso que você e eu precisamos, e a única hora... o único jeito que temos para resolver o problema é com um programa de auto ajuda. Antes de conseguir começar um programa de autoajuda nós precisamos de uma filosofia de auto ajuda”

Para Malcom X essa filosofia seria o nacionalismo negro, para mim essa filosofia se trata de um comportamento anticapitalista, o que significa isso, se trata de romper com o modo de vida estabelecido para nossa gente,  não falo de abandonar emprego e aventurar-se em uma terra perdida como muitos pequenos burgueses pensam que seja, nem falo da extinção da moeda – apesar de achar bem vinda – falo de uma filosofia de enfrentamento.

Esse enfrentamento passa pelo processo de auto educação, precisamos retormar a responsabilidade de educar nossas crianças e de aprendermos com elas, o empoderamente infantil faz parte desse processo anticapital, precisamos romper com a mídia, com os produtos, com a vida em si, isso não é tarefa fácil. Auto educar-se significar refletir sobre o mundo de outra forma.

Essa auto-educação só é possível conjuntamente, essa possibilidade de inteligência coletiva proporciona que possamos atingir nossa capacidade de identidade coletiva, essa identidade individual que se equilibra com que é coletivo, em constante processo de transformação, dessa identidade que falo, para que possamos atingir a Autoderteminação necessária para possamos superar o capital.

O que falo aqui é de um comportamento anticapital, mas o capitalismo em nossa era atravessa nosso corpo, não é invisível, ele se encontra em cada um@ de nós, dos fios de nossos cabelos as unhas do pé, ele é um demônio que fala baixinho e nos engana a todo momento, esse comportamento anticapital se depara como disse com o rompimento.

Romper significar não acatar as ordens de um estado que apenas nos explora, que nos violenta e que perpetua a escravidão dos nossos corpos, não há acordo justo quando uma das partes pode atirar em você, pode sumir com seu corpo, pode humilha-l@, pode aprisiona-l@, criminaliza-l@s e a outra se quer tem acesso à alimentação.

Um viaduto cai e tudo bem, 27 pessoa são presas por nada e tudo bem, lideranças indígenas são mortas no centro do país e tudo bem, pois os ditos representantes são cuidando do que? De nossas vidas e quem lhe deu esse direito? Se não foi acordado, o que houve? Houve a usurpação de nossas vidas, nossa liberdade, nossa existência.

Enquanto houver esse Estado burguês, patriarcal, racista não haverá uma mulher que possa viver em paz, nenhuma negra poderá viver em paz, nenhuma mulher pobre poderá viver em paz, pois a paz virou um negocio entre ricos, uma negociação entre aqueles que usurparam tudo da gente.

“Por que parece que vai ser o ano do voto ou da bala? Porque os negros perceberam a malandragem, e as mentiras e as falsas promessas do homem branco por tempo demais. E eles estão de saco cheio. Ele se tornaram desencantados, Eles se tornaram desiludidos. Eles se tornaram insatisfeitos, e tudo isso construiu frustração na comunidade negra, o que faz a comunidade negra por todo os EUA hoje mais explosiva do que todas as bombas atômicas que os russos podem inventar.” (Malcom X)

O que Malcom X afirma nesse trecho de seu discurso reflete nossa situação, não há como acreditamos em uma eleição traidora, que negocia nossos votos em troca de comida, isso mesmo, eles roubam nossa comida e nos vendem, não podemos acreditar em uma eleição que somos obrigados a votar através de armas invisíveis, muito interessante que o exercito seja chamado para garantir a “ordem” nos dias de eleição.

O que é preciso entender é que todo ano, todos os dias desse ano, em todas as horas, para quem é negr@, quem é pobre, quem não branco, hetero e homem, todas as horas são horas do voto ou da bala, pois somos alvos dos prazeres dos mais poderosos e ricos.




Isso mesmo, eles detém suas armas apontadas para tod@s nós e não há momento de paz para gente, que seja então, recusar-se a votar, votar em nulo é apenas um passo, que é preciso é refletir, cada  “representante”eleito é um inimigo que ursurpa nosso direitos, que nos silencia, precisamos retorna a democracia direta, em ações direta, com a valorização de nossa cultura e educação.

Precisamos ser totalmente e não em parte. Essa ano, em 2014, depois de todas as mentiras contadas os políticos irão vir até nós novamente, prometendo e nos amedrontando com o pior quadro possível em que somente eles poderão resolver, novamente como todos os anos o fazem, mas esse ano as coisas estão mais difíceis, estão difíceis a grande mídia inventa antagonistas, que inventa inimigos públicos e aprisiona manifestantes em plena democracia, o interessante que dois garotos morrerem no rio de janeiro não é radical é normal, enquanto organizar uma passeata se torna um ato radical.

São esses mesmo políticos que se calam, que nos silenciam que aprisionaram essas pessoas, que aumentam a população carcerária a cada ano, com cada vez mais de negros e de mulheres, esse é o programa e plataforma política deles para a gente, a prisão, a morte, a bala. 

E ainda nos pedem seu voto, ou votamos ou receberemos a sua bala em nossa face.

E de novo ou é o voto ou é a bala!







Texto de Inspiração

Acontece esse domingo o I Alter Nativo


Esse domingo acontece o primeiro Ater Nativa Rock, evento promovido pela Banda Resistência 92, ocorrerá no bairro de Petrópolis a partir das 14 horas, com as bandas Boomerang Blues e Cabaret Voltaries, a iniciativa visa construir um espaço musical alternativo nas tardes de domingo bem como possibilitando a construção de um espaço de encontro no bairro de Petrópolis, em Manaus.

Não nos querem aqui! Existir é Resistir! – Não sou homem/branco/burguês – Reflexões a respeito dos espaços sociais dentro de uma Universidade no Amazonas e da luta contra o modelo hegemônico


A educação se torna parte essencial para o desenvolvimento do modelo eurocêntrico de produção capitalista/patriarcal, estabelecendo e elegendo determinados tipos de conhecimento a serem desenvolvidos formalmente por todos os sujeitos em todas as partes do mundo, os processos totalitários de mundialização, estabelecidos pelas formas da economia financeira, tornam o conhecimento/instrução como parte integrante de um processo disciplinador, para a reprodução de seus mecanismos opressores e autoritários.
Em outras palavras, as escolas, centros técnicos, faculdades e universidades, manuseiam a instabilidade social inerente às relações conflituosas entre aqueles que detêm e aqueles que são despossuídos, para além da luta de classe, essas instituições também reproduzem normatizações que visam controlar e engessar diversas formas de gênero, sexualidade e cultura que a sociedade apresenta.

A Universidade se torna um espaço social de reprodução de técnica de conhecimento e de validação da realidade, buscando dessa forma ditar o que é real e o que não é, seu processo disciplinante segue a mesma lógica competitiva – pilar da sociedade patriarcal/capitalista – a partir de um exame nacional que cerceia  80% de sua demanda que almeja adentrar na Universidade Pública. Para tanto, o Estado cria mecanismo de transferências de recursos públicos para a iniciativa privada, tendo como ponto de partida programas que são essenciais para que os sujeitos possam adentrar ao mercado de trabalho.

O ensino técnico torna-se parte essencial do tipo de governabilidade que tenta conciliar o inconciliável, abrindo concessões que prejudicam e empurram os sujeitos para um determinado modelo de produção, desde o ensino fundamental até em todas as etapas do ensino superior.

No entanto, isso não ocorre de maneira explícita, essa ação se inicia como um processo de controle comportamental em massa, desde a tenra idade até a vida adulta, quem sofre com esse tipo de educação é a população negra e indígena, que tem castrada a possibilidade de construção de uma identidade ancestral dentro desses espaços, nesse sentido, mesmo com medidas – leis, decretos, políticas públicas, investimentos – disciplinas voltadas para a cultura afro e indígena são raríssimas. Na Universidade essa preocupação é colocada em segundo plano sob a desculpa que o conteúdo a respeito de nossa ancestralidade é perpassado dentro de muitas disciplinas sobre o estabelecimento do conhecimento no Brasil, essa mentira apenas coloca na ignorância um país em que 50% da população é negra.

Enquanto isso, as mulheres sofrem cotidianamente assédios por parte de professores e colegas, sem que se tomem medidas sérias para a desconstrução do modelo patriarcal, isto é, as mulheres são estupradas, assediadas, silenciadas e agredidas sem que essa violência cotidiana seja dada a devida importância, lhe é negada também o conhecimento da história das mulheres, já que não há uma preocupação em criticar o modelo de mulher estabelecido por essa sociedade, pelo contrário querem violentar as mulheres simbolicamente, apesar de número de mulheres ser bem maior do que de homens na Universidade.

A exclusão de conteúdos pedagógicos que envolvam debates a respeito da homossexualidade, transsexualidade, de gênero e de transgênero é repudiado em todas as etapas da educação, construindo um processo de invisibilidade social e incapacitando a construção de dialogo.

Ocorre na verdade que essa sociedade patriarcal/branca/capitalista criou as regras do jogo em que nós devemos nos adequar - e muitas vezes morrer tentando se adequar-, pois não são espaços seguros paras mulheres, não são espaços seguros para negros, e não são espaços seguros para homossexuais e transexuais. Mesmo com um programa de cotas que deve ser defendido, o racismo inerente se perpetua, através de um conjunto intelectual branco que manuseia simbolicamente o conhecimento.

Dessa forma a Universidade deveria ser o espaço de liberdade e democracia direta, no entanto, temos apenas um espaço de reajuste social de todos os sujeitos, esse espaço não garante para a classe trabalhadora nenhum ganho de fato, pois a intelectualidade branca burguesa manuseia o conhecimento para colocar trabalhadores contra trabalhadores, mulheres contra mulheres, negros contra negros, sendo o celeiro ideológico que valida as diferenças sociais, mas não reconhece a necessidade das particularidade sociais dos grupos que atuam na sociedade.

A Universidade, pelo contrário crias diversos mecanismos para dificultar e expurgar as personas não gratas quer seja através da incorporação metodológica burocrática, que ignora as experiências sociais da sociedade, quer seja através da perpetuação de preconceitos formalizados nos discursos dos senhores do conhecimento.

Metodologicamente, pois exige de tod@s o desenvolvimento de metodologia de estudos, pesquisa e de ação, método esse que busca separar o sujeito de um objeto tipificado ideologicamente, ou seja, reproduzindo os processos de alienação que se faz necessário para a perpetuação da realidade como dada. Já os preconceitos formais se apresentam na permicividade que essa intelectualidade procura manter, não reconhecendo as violência cotidianas que ocorrem nos corredores e nas salas de aula, esse não reconhecimento perpetua a construção de personalidades autoritárias.

Personalidade autoritárias que são constituídas de poderes especiais dentro do que é conhecido como campo acadêmico, que lhe permite verbalizar todo tipo de preconceitos sem que lhe seja questionada sua autoridade, não a toa no ICHL/UFAM temos relatos de diversas dessa autoridades que produzem e reproduzem preconceitos de classe, gênero, étnicos e sexuais, procurando dessa forma manter a ordem vigente.

Servindo de modelo social a ser assumido, perpetuando e validando comportamentos autoritários entre técnicos e estudantes, mesmo o mais obtuso dos sujeitos percebe que essa concentração de autoridade se encontra na figura do docente, que exerce sua posição a partir de uma hierarquia validada dentro do campo, onde o conhecimento é moeda de troca essencial para o desenvolvimento desse comportamento.

Enquanto isso, a permanências de pobres, mulheres, homossexuais, negros e indígenas nas Universidade Brasileiras é em si uma existência de resistência constante, de enfrentamento constante, pois esse espaço não é um lugar bem vindo para esses grupos sociais.

Nem mesmo nos espaços ditos “libertários” dentro da universidade esse espaço é garantido, pelo contrário, as existências de indivíduos advindos de outras classes sociais, procuram ser moldados e estrategicamente disciplinadas em um modelo de militância hegemônico, mantido pela categoria de homem/branco/burguês, não a toa no seio dessas lutas o movimento feminista procurar bater de frente contra todo tipo de autoridade que venha de impor seu modelo de ação.

Também não a toa, não se cria dentro do movimento estudantil branco/burguês modelos que possam permitir o acesso de estudantes advindo de classes sociais trabalhadoras e/ou adivindo, pelo contrário continua perpetuando mecanismos autoritários e modelos pré estabelecidos por personalidades autoritárias.
Na verdade, o modelo representativo de centro acadêmico perpetua um discurso burocrático, centralizador onde o dialogo é realizado de forma instrumental entre instituições e não entre sujeito e sujeito. Mesmo que se trate de grupos socialistas ou que ampla capacidade de comunicação, o modelo de movimento estudantil burguês se pauta na verdade em um modelo democrático representativo e não de democracia direta.

Nesse sentido a individualidade social possível se perde e transmuta-se em um serie burocrática que vira um documento a ser encaminhado para alguma instituição, enquanto isso os espaços de ação comunicativa são cada vez mais difíceis de serem estabelecidos.

As condições dadas pela conjuntura econômica neoliberal e neocolonialista fixa-se em um processo de individualização capitalista do conhecimento, onde existe uma carreira individual a ser defendida, em quanto as questões coletivas são deixadas de lado em prol de um necessidade de existência e permanência na Universidade.

Nesse sentido a assistência estudantil ao invés de ser um direito garantido, em nossa Universidade se torna moeda de troca  e mecanismo de lupenproletarização estudantil, incorporando ainda mais o sujeito a instituição para que dessa forma possa cercear qualquer os mecanismo de rebeldia, já que não há garantias de direito e exercendo seu poder sobre os estudantes.

Nessa complexa rede, o estudante que deveria ser o protagonista da Universidade, se torna na verdade o exercito de exploração para a validação que as personalidades autoritárias manuseiam como objetos, sem qualquer preocupação com o outro.

É nesse espaço opressor e altamente repressivo que @ estudante que procurar resistir de forma homérica para poder ter acesso ao conhecimento e procurar instruir-se, a sala de aula se torna o galpão de trabalho e a cela de torturas a serem suportadas pel@s estudantes que negam assumir esse modelo.

Ou seja, no espaço em que não foi feito para que ess@ indígena, trabalhador@, estudante, negr@s, homossexuais e pobre possam permanecer, ainda são cerceados de exercer qualquer outro tipo de comportamento que não seja adequado ao modelo vigente estabelecido.

Existir nesse espaço já é uma afronta e por isso todos aqueles que se encontra no modelo estabelecido pelo homem branco, pela classe burguesa, unem força contra tod@s aquel@s que questionam sua autoridade, estabelecem regras e normalizam práticas que vão de encontro à existência daqueles que não de enquadram no modelo.

Reagir a essa agressão cotidiana é único mecanismo que nós temos de desconstruir esse modelo, ação política direta dever ser exercitada cotidianamente do mesmo modo que a violência exercida sobre nós é rotinizada. A  reação daquel@s que são oprimid@s nesse espaço não pode ser vista como mera violência, trata-se de autopreservação e autodefesa, que aqueles que não concordam procuram deslegitimar constantemente.

A minha existência constrange esses sujeitos, o faz lembrar que existem pobres, que as mulheres são estupradas, que indígenas são assassinados e negr@s são escravizad@s ainda nessa etapa da “civilização”, eles festejam e incentiva quando um@ de nós se incorpora ao seu modelo e com a esperança que um dia as coisas vão mudar.

Esse espaço não vai se modificar se assumirmos a ética e o comportamento estabelecido, é preciso criar outras maneiras de relacionar-se e existir, quebrar o silêncio das violências sofridas, romper com a falsa paz entre sujeitos de classes tão diferentes que exercitam seu comportamento autoritários sobre outras pessoas.
Por mais companheiros que pareçam ser, na hora do enfrentamento eles se colocarão lado de sua classe, por isso os técnicos são silenciados depois de um greve que já dura mais de 40 dias, por isso homens atacam mulheres dentro do campus, por isso que piadas racistas são permitidas, por isso que atitudes autoritárias são perpetuadas dentro de sala de aula.

Pois NÃO NOS QUEREM AQUI, NOSSA EXISTÊNCIA OS INCOMODA CADA SURPIRO COMPARTILHADO É UMA AFRONTA AO SEU MODO DE VIDA, POR QUE NÃO SOMOS HOMEM/BRANCO/BURGUÊS.


Não é preciso de um movimento unificado, acredito na particularidade e na pluralidade, na capacidade de manter as diferenças quando essas nos tornam únic@s e reforçam nossa identidade. Bem como constituir aproximação quando estas fortalecem a derrocada das formas de opressão que sofremos.