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sexta-feira, 30 de maio de 2014

Perseguição e Criminalização Política


Não é de hoje que a grande mídia constrói fatos políticos visando incriminar e desqualificar os movimentos sociais, nos últimos meses temos relatos de operações surpresas, em universidades, em sedes de sindicatos e de movimentos sociais, visando o desenvolvimento de escândalos através da criminalização de protagonistas e entidades que aliadas a causas populares estão disposta a não permitir mais injustiças sociais.

Do mesmo modo, que em outros momentos históricos de ebulição política, onde movimentos libertários, anarquistas, socialistas, feministas, negros e indígenas eram colocados como sendo os criminosos, os fora da lei, o termo vândalo se tornou recorrente no espaço cotidiano de conversas, principalmente por conta de uma super produção midiática, não cansada de intensificar uma campanha publicitária falida para demonstrar uma copa fantasia de um país que não existe, passa abrir espaço para diversas operações voltando-se tendo como objetivo criminalizar as lutas legitimas dos movimentos sociais.

Aliado a isso, temos instituições governamentais trabalhando de todas as formas para aprovar ementas e investigações que visam liquidar com o conflito inerente que essa Copa ocasionou, diante de uma sociedade cada vez mais forte e que compreende os processos de exclusão construídos por esse mega eventos, as contradições entre "o padrão FIFA" e a realidade brasileira, desperta a revolta no coração de tod@s.

Durante a greve dos rodoviários que atingiu São Paulo, os canais reproduziam a todo instante noticias sobre a paralisação, tendo como vítima a população e como vilões "dissidentes" do sindicato, que pararam as atividades de modo ilegal, esses "dissidentes" pararam 90% da frota, mesmo assim os canais midiáticos mantinha seu posicionamento criminalizando os trabalhadores e tentando jogar a opinião pública contra estes, depois do terceiro dia de paralisação, os veículos da grande mídia passaram enaltecer as tentativas de negociação dos empresários e do prefeito de São Paulo.

Bem como os indígenas no Distrito Federal que lutavam pela continuidade da demarcação de suas terras, os professores no Rio de Janeiro onde até mesmo o Batman saiu ferido, das fortes pancadas que levou. A demonstração de força militar despenhada pelas forças de segurança contra a população passa dos limites.

Somente para o Amazonas foram gastos mais e 1 bilhão em investimentos para  "proteção da copa".

Além desses recursos o Estado utiliza do monopólio legitimo da violência para investigar e encarcerar os movimentos sociais por todo o país, desde o MPL, que esta tendo tod@s @s participantes investigadas, até mesmo a prisão de 4 jovens por organizarem protestos em Goiânia.

Presos em uma operação chamada "2,80", em um claro recado a tentativa de protestos contra o aumento das tarifas no ônibus e possíveis tentativas de organização dos movimentos sociais para fazer protestos diante a esses conjunto de violência exercida pelo Estado contra sua população.

A perseguição politica desempenhada segue o medo de uma revolta popular eminente, onde a população empodera-se e busca parar com o fluxo do capital, isso atemoriza, não pela possibilidade de uma revolução, mas pela demonstração de falta de controle estatal sobre suas forças de produção, tod@s nós. Nesse sentido que CAAM, apoia a campanha, LUTAR NÃO É CRIME, a busca por reconhecimentos de direitos e pela emancipação é um direito social estabelecido a tod@s e não pode ser negado, nem mesmo impedido, o levante popular tomará as ruas e irá preencher de medo o coração da burguesia.

Tendo em vista esses fatos, segue a nota da FRENTE DE LUTA GO SOBRE CRIMINALIZAÇÃO DA LUTA POPULA EM GOIÂNIA


Todo o nosso apoio aos militantes e a luta popular, a emancipação não espera e a revolta popular é o caminho de nossa libertação.





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