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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

A Ronda no Seu Bairro!


Preparados para a Guerra, contra quem?


Não posso citar o novo comercial do Ronda no Bairro, sem citar Minority Report, a diferença fundamental, é que o "marginal" é parecido conosco, com um estudante sem dinheiro que volta para casa, com um mecânico em fim de expediente, com um camelô andando pelo bairro, como qualquer trabalhador em sua folga.



A mensagem é clara, a polícia age antes que o crime aconteça, prendendo e autuando "suspeitos", apenas por sua aparência, neste ponto entramos em uma condição essencial, o que significa uma atitude suspeita dentro dessa sociedade. Significa ser pobre, negro, indígena, significa ser qualquer pessoa que anda a pé e não esteja vestido de forma "correta". Dessa maneira, estamos colocando por terra a máxima "todos são inocentes até que se prove o contrário".

Mas o que é o Ronda no Bairro? Bem, o projeto é uma adaptação do projeto Ronda no Quarteirão, implementado pelo governo do Ceara, importado do nordeste, direto para as ruas da Zona Norte, no início de 2012, estabeleceu-se coma proposta de ser uma policiamento comunitário. Ocorre que de comunitário o projeto não tem nada, pois não conta com uma relação de proximidade com os moradores, o que houve na verdade foi aprofundamento de um tipo de policiamento ostensivo, mais viaturas circulando e mais regiões da cidade, isso no projeto. O problema que pode-se acompanhar de vez em quando uma verdadeira ronda na padaria, no posto de gasolina e nas drogarias da cidade. Isso aliado a um sistema inteligente de monitoramento através de câmeras para manter a vigilância sobre a sociedade, servir e proteger.

Deste a implementação do programa, esse parece ser o carro chefe de alguns políticos regionais, para a manutenção da ordem vigente, podemos observar, as ações se segurança pública, contra movimentos de ocupação  no interior do Estado, contra manifestantes na Zona Leste que protestam por falta de água, luz e transporte, contra mototaxistas e motoqueiros que parecem ser os típicos suspeitos do crime.



Tudo isso para manter uma população segura? Ou seria melhor dizendo amedrontada diante da truculência cada vez mais expressa de policiais despreparados, que atacam de motoristas de ônibus até estudantes retornando a sua casa.



A estrutura autoritária estabelecida por esse tipo de policiamento não tem outra consequência se não um processo de desumanização dos policiais e de descredito da população nesse tipo de sistema, isso ficou claro desde junho deste ano quando vimos atrocidades sendo cometidas uma atrás das outras com manifestantes, com trabalhadores e cidadãos  ao longo do Brasil. De Pernambuco, tivemos notícias de tortura e perseguição por esquadrões da morte, no Ceara a desocupação do Parque do Cocó foi uma das ações mais violentas que tivemos após junho de 2013. Sem contar com a Comissão Especial de Investigação a Atos de Vandalismo, instauradas no Rio de Janeiro, aos moldes de um DOI-CODI.



Esses problemas são consequências de uma estrutura bem organizada para manter o pobre cada vez  mais pobre e o explorador cada vez mais rico, os policiais são os instrumentos da opressão, muitas vezes não percebem que a "ordem" que defendem é contra uma classe trabalhadora e marginalizada de um sistema de opressão.


E esse projeto Ronda no Bairro é apenas um dos muitos projetos para a vigilância da população, ainda se faz necessário um tempo para se ver as consequência desse projeto na sociedade, principalmente no aumento da população carceraria, que são uma massa de indivíduos esquecidos e abandonados por uma sociedade que não consegue lidar com as mazelas sociais.

Romper com esse sistema capitalista é necessário, avançar com um ideal anticapitalista é essencial para transformação dessa sociedade. torna possível essa transformação é  também responsabilidade de todos os libertários dessa cidade.


Aconteceu antes! E pode acontecer de novo!
A.C.A.B


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