A cena anarquista tem adept@s de vários 'tipos', pessoas que participam de alguma contracultura, professor@s, operári@s, enfim, várias pessoas que interessam-se pela destruição do Estado patriarcal, machista, fascista, burguês e opressor. Se fosse possível agrupar em determinada região tod@s @s anarquistas existentes ao redor do mundo, uma revolução, tal qual a espanhola, certamente seria feita. Afinal, temos uma força e um horizonte ao qual buscar que difere d@s outr@s revolucionári@s, queremos não uma reforma, mas a destruição do Estado e do capital, queremos autogestão, autonomia e acima de tudo, a máxima liberdade.
Porém, um problema que é enfrentado dentro do movimento há tempos é o sectarismo, por sectarismo digo a tentativa de eliminar do movimento qualquer um que não se "encaixe num padrão específico", muita das vezes são atitudes apenas baseadas em pré conceitos sem sequer conhecer a outra pessoa, essas atitudes muitas das vezes passadas por pessoas mais antigas no movimento são deturpatórias, é como se estivessem traçando um perfil do revolucionário ideal, o que pode ou não fazer, seguir, crer ou qualquer coisa do gênero. É claro que se deve manter uma postura coerente com o que se acredita, mas se a pessoa tem essa postura, qualquer tentativa de boicotar ou eliminar da luta por que a acha indigna de ser anarquista é ridícula e só faz sectarizar um movimento que é muito mais que o ego de um ou outro.
Esse tipo de atitude sectária não leva a nada, apenas a desmobilização, sectarização da luta, tornando a fraca por coisas como esta. José Oiticica fala em seu livro Contra o Sectarismo sobre isso: "O verdadeiro anarquista, penso eu, é aquele que se libertou totalmente do preconceito sectarista, colabora em todos os grupos, atua em qualquer tendência. Mais ainda, coopera com os não-anarquistas onde quer que a ação deles incremente a oposição revolucionária. Assim, é anti-clerical com os anti-clericais; é democrático na defesa dos princípios liberais contra os reacionários; está com os bolchevistas, sempre que estes reivindiquem direitos, reforça a ala antimilitarista, ainda que os antimilitaristas sejam burgueses; colabora com a escola moderna racionalista, conquanto não seja senão reformista; anima os teósofos na propaganda fraternista, os vegetarianos na extirpação dos vícios, o próprio Estado Liberal contra o imperialismo vaticanista. Não proceder assim, seria confinar-se ao sectarismo e negar, nos atos, a doutrina anarquista, essencialmente anti-sectária."
A luta é todo dia, não se pode deixar levar por atitudes que possam desmobiliza-la, não importa raça, cor, credo, classe, grupo, sexo, gênero, se você acredita que podemos mudar esse mundo e quer lutar por isso saiba que não estará só. Abra seus olhos, sua/seu maior irmã/irmão de luta pode estar ao seu lado lutando também e você não o percebe por orgulho ou preconceito com @ mesm@.
Somente a destruição do Estado será capaz de nos dar liberdade a qual ansiamos, e ela só será conquistada através da união de tod@s!
Saudações anarquistas/feministas/antifascistas. Ousar lutar, ousar vencer.
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