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sábado, 28 de dezembro de 2013

O estado não somos nós e nós não o legitimaremos!

        O Estado nasce com a auto-institucionalização das condições de poder, é a forma que uma elite encontrou para se aproveitar permanentemente de uma população. É naturalmente violento, pois a massa nunca entregou de fato, sua liberdade a uma entidade voluntariamente, essa liberdade foi usurpada. Dessa forma a falsa democracia representativa nos foi imposta violentamente, pois nunca foi questionado se queríamos entregar a nossa liberdade a um pequeno grupo de pessoas que nada sabem sobre as mais diversificadas realidades.
O estado monopolista da violência, nos instala o medo, o medo de ataques externos e internos, e com esse pretexto, fazem-nos acreditar em uma falsa segurança, onde diariamente, ele agride de forma brutal àqueles que deveria resguardar. Através da violência afirma a si próprio na posse do poder permanentemente, como criador da ordem. O estado é nosso maior opressor, apenas ele com imposição de impostos pode aumentar seu poder bélico, com alistamento obrigatório pode criar grandes exércitos, apenas o estado tem capacidade para fazer grandes guerras, não a toa o seculo XX é conhecido como seculo das duas grandes guerras e dos grandes estados nacionais.
O estado é legitimado através do sistema eleitoral, assim consolidando sua força, a "democracia representativa" limitou nossa participação política, ao ato de depositar nas urnas, esporadicamente, nossos desejos por mudanças. Mas essa crença no sistema eleitoral nos deixam cada vez mais distantes de uma verdadeira transformação social, transformação essa que é prometida a cada campanha eleitoral, através da grande mídia, nos fazendo acreditar ser impossível uma outra forma de organização.

         Os partidos eleitoreiros de "esquerda", categorizam o problema conjuntural, como de mera ordem individual, de caráter, matem o mesmo discurso reformista, de transformação por via eleitoral e do estado, como se politica só se fizesse em época de eleição, tais discursos por "transformação sociais", nada contribuem por um bem estar geral e sim para manutenção da ordem vigente . Reafirmam a representatividade burguesa, a dependência do estado, querem apenas a manutenção de uma sociedade passiva e apática, não estimulam a organização popular e a ação direta.
Nos socialistas libertários nos opomos a estes discursos que visam canalizar a luta popular para a via eleitoral, assim como nos opomos ao voto obrigatório, pois não acreditamos em reais transformações através de eleições, o ato de votar condena os movimentos sociais a eterna dependência parlamentar.  Achamos fundamental pautar a construção de uma nova sociedade baseada na autogestão econômica, autonomia, apoio mútuo, ação direta, anti autoritarismo, acreditamos na democracia direta e participativa onde a massa participa de forma direta das decisões sociais, através de associações, assembleias e fóruns, apenas nós nos representamos e sabemos o que responde nossas demandas.

Jana Azevedo
Arleson Oliveira

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