Fascismo é uma forma de radicalismo político autoritário nacionalista que ganhou destaque no início do século XX na Europa. Os fascistas procuravam unificar sua nação através de um Estado totalitário que promove a mobilização em massa da comunidade nacional, confiando em um partido de vanguarda para iniciar uma revolução e organizar a nação em princípios fascistas. Hostil à democracia liberal, ao socialismo e ao comunismo, os movimentos fascistas compartilham certas características comuns, incluindo a veneração ao Estado, a devoção a um líder forte e uma ênfase em ultranacionalismo, etnocentrismo e militarismo. O fascismo vê a violência política, o nacionalismo e patriotismo, a guerra, e o imperialismo como meios para alcançar o rejuvenescimento nacional e afirma que as nações e raças consideradas superiores devem obter espaço deslocando aquelas consideradas fracas ou inferiores, como no caso da prática fascista modelada pelo nazismo.
O fascismo não brotou espontaneamente de uma garrafa mágica com, por exemplo, a Itália de Mussolini nos anos 1920s. Já se observavam práticas fascistas desde bem antes, como Barrington Moore observa em seu soberbo estudo “Totalitarian Elements in Pre-Industrial Societies” [Elementos totalitários em sociedades pré-industriais] em seu Political Power and Social Theory [Poder político e Teoria Social], mas essas práticas iniciais, do “Medo Vermelho” [orig. Red Scares] à bandidagem política, à alimentação ideológica forçada, fosse precoce ou mais recente, em cenários não industriais, como Espanha e Portugal, ainda não mostravam o que se veria no nível estrutural, primeiro na Itália, depois na Alemanha: a organização mais rigorosa do sistema de negócios [orig. business system], politicamente inspirada e executada através do governo, em colaboração com “lideranças” das comunidades industrial e das finanças – uma formação do Estado para melhor servir às necessidades dos negócios em suas carências específicas, mas para assegurar tratamento mais básico do capitalismo como consideração sistêmica, seus problemas, suas tensões sociais, meios de autopropagação mediante linhas cada vez mais monopolistas, todos tendo já em mente o contexto da política e da economia internacionais.
Antifascismo, no contexto histórico, é um termo originado da década de 1920 e relacionado com um movimento político que se opôs ao fascismo de Benito Mussolini, político italiano, que governou com poderes ditatoriais a Itália, entre 1922 a 1943. O termo relacionado antifa deriva de Antifaschismus, antifascismo em alemão. Ele se refere a indivíduos e grupos dedicados a combater o fascismo. A maioria dos principais movimentos de resistência durante a Segunda Guerra Mundial foram antifascistas.
Hoje o termo é utilizado para referir alguém que se opõe ao fascismo em geral, tanto sob a forma de militância activa de um partido político ou movimento cuja ideologia é oposta ao fascismo, como por exemplo o Liberalismo, o Anarquismo, o Comunismo, o Socialismo ou a Social Democracia, ou de forma passiva, simplesmente tendo opiniões políticas que consideram que o fascismo é um regime errado.

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